Festa
Estranha

Quer um gole? Sem álcool

Ah, tá! Ok. — bebida doce que após alguns segundos queima a garganta como lava

Cara não acredito que você bebeu mesmo

O que tem nisso? Credo

Capsaicina. As bolinhas são sementes. Sério que você bebeu bebida de um completo desconhecido? — rosto de yu queima. Efeito da pimenta?

É eu — procura palavras no ar, se escondem nas partículas de poeira que dançam sob a luz do bar — não vi você antes? Sabe seu rosto é familiar

Bem eu nunca vi você, isso eu tenho certeza

O que, eu sou inesquecível ou algo do tipo?

Quase, meu povo tem memória boa. Influência divina ou algo assim

Divina? — palavras ecoa na mente, tontura, disfarce

É. — gole longo — quer mais um? — um sorriso de canto

Não eu ... Estou bem — rosto em chamas

Heh, quem perde é você — bebe tudo num gole e bate o copo na bancada — eu vou aproveitar que o garçom foi no banheiro, quer bater uma perna pela festa? Muito barulho aqui.

Se você insiste

Andam pela festa, "você é misterioso né? Conta alguma coisa sobre você" "deve ter alguma coisa que valha a pena" "na rua 15? Eu ouvi falar, sinto muito. Pelo menos você não se machucou"

Eu tenho certeza que eu já te vi — não. Não viu. Nem ninguém perecido.

Cara você tá bem? Você apagou por tipo um minuto. — lanterna no olho, cegante. — que dia é hoje?

Depende, já passou da meia noite?

Não tem graça. Você pode ter sofrido dano cerebral.

Eu tô bem

. O tempo passa. O assunto esfria, o sol nasce. Nada de importante é dito nessas horas todas.